Cremos na Trindade, a existência de um único e verdadeiro Deus, revelado em três pessoas distintas, porém com o mesmo Poder e Glória: Pai, Filho e Espírito Santo.

Negar a Trindade e dizer que Jesus é uma criatura, não é uma heresia nova, pois tal idéia foi defendida por Ário (256-336 d.C.), já no terceiro século de nossa era.

Uma "Pessoa" da Divindade, nunca discorda da outra, pois há unidade. Jesus é Deus (João 20:28), o Pai é Deus (Salmo 90:2); homens não são deuses (Ezequiel 28:2 e 9). Cremos que as Escrituras verdadeiramente ensinam a doutrina da Trindade, ainda que não seja empregado esse termo. Além disso, devemos observar que o conceito de Deus como sendo um, em essência, mas três nos centros de consciência - a que a Igreja grega se referia como três hypostases e a latina como três personae - e concepção singular, exclusiva, na história do pensamento humano. Nenhuma outra cultura ou movimento filosófico jamais apareceu com uma idéia semelhante a essa a respeito de Deus - pensamento que continua difícil à nossa mente finita, para que o entendamos. No entanto, a inabilidade nossa para compreender completamente a riqueza e a plenitude da natureza de Deus, como Trindade Santa, não constitui motivos para o ceticismo.

Há um só Deus (Efésios 4:6). O fato que existem mais de uma pessoa divina, como, não sugere múltiplos deuses. A doutrina bíblica não se compara com as doutrinas politeístas de algumas religiões pagãs. Na verdade, o homem que não reconhece a Deus como seu Deus, vai colocar outro ser ou algum objeto em lugar de Deus, e vai passar a servir a esse deus - uma estátua, um ser humano, os prazeres do corpo. “Hedonismo”, a filosofia em que o “sumo bem” é a satisfação pessoal, mormente o prazer físico, é talvez, a filosofia mais aceita e vivida hoje, no mundo. O hedonismo passa a ser uma crença, em que o EU é o deus de cada um. Por esse motivo Josué colocou diante de Israel a opção: “escolhei hoje a quem sirvais” (Josué 24.14,15).  Queiramos ou não, “teremos uma escolha a fazer”.  

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas. No batismo de Jesus, cada um fez seu papel, concordando com os outros dois, mas distinto deles. Jesus subiu das águas; o Espírito desceu como pomba sobre ele; o Pai falou dos céus (Marcos 1:9-11). A Bíblia diz que o Pai é maior do que o Filho (João 14:28). O Pai enviou e instruiu o Filho (João 14:24). O Espírito Santo é pessoa divina, não apenas força ativa. Sabemos que o espírito do homem não é outra pessoa (I Coríntios 2:11). Apesar de alguns trechos difíceis (veja o aviso de II Pedro 3:16), não podemos negar a personalidade do Espírito Santo. O mesmo Pai que enviou Jesus enviou o Espírito (João 14:26). Jesus o chamou de "outro Consolador", mostrando que ele pertence à mesma categoria que Jesus: uma pessoa divina (João 14:16). Vários textos apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como pessoas unidas, mas distintas (Mateus 28:19 e o último versículo de II Coríntios). O Espírito ensina (João 14:26); habita nos fiéis como o Pai e o Filho o fazem (João 14:17,23) e intercede como Cristo também o faz (Romanos 8:26,34).

Jesus é Deus. As seitas que negam a divindade de Jesus trabalham muito para evitar o significado de diversas passagens. Algumas usam uma versão das Escrituras cheia de acréscimos e traduções equivocadas calculadas justamente para negar as provas textuais da divindade de Jesus. Mas, ele é eterno, divino e merecedor de adoração.

Mateus 4:10; 14:33; 28:9,17; João 1:1; João 8:24,58; João 9:38; Hebreus 1:6; Apocalipse 5:9-14.